Há várias pequenas razões que me fazem perder o encanto por alguém, mas digo sem titubear que falta de personalidade é a principal. Não me refiro apenas a ações, gosto de gente com opinião própria, que defende seu ponto de vista, que briga, bate pé. Gosto de gente que não se deixa levar pelo mais fácil.
É muito comum quando alguém se interessa por nós querer nos agradar de todas as formas e, principalmente, procurar loucamente pontos em comum. Muitas vezes abdicando de suas preferências pra satisfazer as nossas. Credo. Tenho tique nervoso só de pensar no assunto. Em menos de dez minutos de conversa o garoto alternativo passa a ouvir pop e usar gel no cabelo, a paty descobre que não vive sem rock e que nunca tinha percebido como roupas pretas emagrecem.
Ah me poupe. Não preciso de confetes. Eu quero debates, confusão, zueira. Quero rir das músicas bregas que ele escuta, quero cantar e dançar as minhas cafonérrimas fazendo caras e bocas pro meu amor. Quero debochar daquela calça velha que já anda sozinha ou da mania dele de não usar chinelo. Quero fazer bico quando ele hesitar em fazer o que eu pedi. Quero incomodar de tanto fazer piadinha quando ele tiver mal humorado e morrer dando gargalhadas quando ele correr atrás de mim.
Quero aprender com as nossas (des)afinidades. Não quero ser uma maquininha de admirar, que acha que tudo ele gosta ou tem maravilhoso só porque está apaixonada. Não quero que ele babe por mim, que ache que estou sempre certa. Quero que ele me ensine a perceber quando estou errada, que me puxe as orelhas quando eu pisar na bola.
Se ele quiser me achar a mais linda, mais querida, mais maravilhosa de todas, sem problemas. Pra mim ele também sempre vai ser o melhor. Mesmo que acorde com o pé esquerdo, que esteja estressado, que não goste de melancia, que ria da minha bolsa rosa ou dos meus livros bobinhos. Mesmo assim. Gosto é gosto, não é? E viva as diferenças!.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
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