domingo, 7 de fevereiro de 2010

Tantas horas passadas a olharmos para o mar à espera de uma onda boa num dia de close outs de uma ponta à outra da praia Dentro do carro, pára- brisas ligado, a chuva que não passa, ver os sets a partir e à espera duma aberta para o doloroso momento de vestir o fato ainda molhado... Bem dito Verão! Onde a espera por melhores condições são passadas com as nossas amigas a apanhar o belo do bronze e a ir ao bar da praia, repor energias. Quantas vezes nos perguntamos porque não ficámos a dormir o resto da manhã!? fletada total, nem meio metrinho para animar! E a espera pela maré certa? Sim, da maré vazia à meia maré já custa a passar, então até a maré cheia, parece uma eternidade... sem ela, aquele pico de rochas demora a ficar submerso... sobe sobe maré sobe...lol é certo que as secas que passamos em frente ao mar tem o seu lado positivo, quando mais não seja pelas boas conversas com os amigas... mas não precisam de ser tão exageradas!. ;B O surf não vale só para os Meninos....

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O que sou ...

'Em menos de uma semana, ouvi dois comentários indiretos de pessoas que me conhecem apenas de vista. Um disse que sou meiga demais, outro que sou esperta demais. Pela entonação nenhum deles me pareceu positivo e também não estou nem um pouco incomodada por isso – ninguém é unanimidade e não tenho qualquer pretensão de ser. Mas fiquei intrigada, pois: afinal, o que eu sou?
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Dando uma olhada rápida pelo meu quarto chego à conclusão de que de fato devo ser um pouco mais terna do que outras meninas da minha idade. Tudo é rosa, delicado e tem um toque infantil. E não vejo perspectiva de que isso mude com o passar dos anos. As pessoas mudam, crescem, erram, aprendem e acertam, mas acredito que a nossa essência está imune a qualquer amadurecimento.
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E eu sou assim. Viciada em cremes, maquiagens, aromas e perfumes. Apaixonada por literatura que retrate o universo feminino, doida por poesias que falam das coisas do coração. Mas com uma vaidade e uma feminilidade que não estão em busca de uma perfeição surreal. Não exijo de mim mais do que posso ser. Não mais. Meu lado mulher não busca agradar ninguém que não seja eu mesma. Eu me cuido para mim, me perfumo para mim, me arrumo para mim. Pode me chamar de egoísta se quiser.
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Sei que soa piegas, e na verdade é: sou daquelas que acredita no amor, ou melhor, naquele amor romântico de romances e filmes. No amor mais forte do que qualquer obstáculo, que pode tudo, supera tudo. Entretanto, uma rude contradição me fez um verdadeiro desastre em termos de relacionamentos. Nem o meu namoro do jardim de infância deu certo. Mas como sou uma romântica incurável acredito que ainda vou encontrar meu final – ou início – feliz.
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Sou louca por risadas. Melhor ainda se eu puder unir a minha sede por gargalhadas com horas e mais horas dançando. E não importa se para isso a minha maquiagem escorra, meu cabelo se espalhe pelo meu rosto e eu pague um mico daqueles. Danço como se ninguém estivesse me olhando. Portanto, não me convide para ir a uma festa se você pretende ‘ficar na prateleira’, intocável. O tédio vai me levar correndo para casa.
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E no meu lado festeiro, talvez exista alguma esperteza. Involuntária – garanto – infelizmente. Não olho quando chamam, vou para onde quero, quando quero, com quem quero e não faço nada que eu não queira muito. Não adianta insistir.
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Não insista também em inventar pré-conceitos para mim, em me julgar sem me conhecer. Puxa, nem eu sei como eu sou. Tente me conhecer primeiro, ou melhor, desista. Esqueci de contar que, além de tudo, você nunca vai saber que ação ou reação esperar de mim. Sou ‘levemente’ imprevisível.'
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Um tal de amor ...

Uma amiga, desiludida com um romance, me mandou um e-mail. Desesperada, depois de relatar toda a sua história em detalhes, me perguntou:

- Dá pra entender esse amor? Por favor, me explique!

Respondi.

O amor é um não sei com cara de talvez. Nos seus melhores dias, ele faz cara de quem sabe.
É um sobe com vontade de descer. O amor tem uma velocidade que nos faz morrer de tédio. De dar sono, isso sim!
Isso daí que você está me perguntando é um desafio à etimologia.
É um misto de prazer e dor num momento que te faz querer ficar próximo quando a vontade é estar distante.

É assim...

O amor é querer a morte na solidão do teu quarto escuro e, ao mesmo tempo, clamar uma nova vida.
Quem sabe, uma vontade de começar tudo de novo.
É se entregar com aquele sentimento de levantar a poeira, repintar as partes feias e dar a volta por cima.
O amor é doação e reclusão. Ele fica no ponto exato entre a loucura total e a lucidez.
Entre o querer demais e o “deixa pra lá”.
O amor mora naquele lugar mais obscuro do nosso coração.

É mais ou menos como aquele poema de Cecília Meirelles. “Ou guardo dinheiro e não compro doce/ ou compro doce e não guardo dinheiro”, como dizia a poetisa.
O amor é ficar na dúvida entre ler Lord Byron ou Neruda. É, na realidade, Camões. Ou, talvez, Vinícius de Moraes nos seus dias mais inspirados.

O amor é música – seja ela qual for. É a mais bela canção que, nos momento mais tristes, se transforma na mais cruel das torturas.
É a lágrima que cai assim, do nada. Que cai, escorre pelo rosto e simplesmente some antes mesmo de cair no chão.
O amor é querer chorar no escuro. E sorrir na companhia dos amigos.

Esse sentimento – ora maldito, ora bendito – é a vontade de querer alinhar todos os planetas. É desafiar todas as leis.
O amor é o anseio de querer desvendá-lo. E só.

Há várias pequenas razões que me fazem perder o encanto por alguém, mas digo sem titubear que falta de personalidade é a principal. Não me refiro apenas a ações, gosto de gente com opinião própria, que defende seu ponto de vista, que briga, bate pé. Gosto de gente que não se deixa levar pelo mais fácil.

É muito comum quando alguém se interessa por nós querer nos agradar de todas as formas e, principalmente, procurar loucamente pontos em comum. Muitas vezes abdicando de suas preferências pra satisfazer as nossas. Credo. Tenho tique nervoso só de pensar no assunto. Em menos de dez minutos de conversa o garoto alternativo passa a ouvir pop e usar gel no cabelo, a paty descobre que não vive sem rock e que nunca tinha percebido como roupas pretas emagrecem.

Ah me poupe. Não preciso de confetes. Eu quero debates, confusão, zueira. Quero rir das músicas bregas que ele escuta, quero cantar e dançar as minhas cafonérrimas fazendo caras e bocas pro meu amor. Quero debochar daquela calça velha que já anda sozinha ou da mania dele de não usar chinelo. Quero fazer bico quando ele hesitar em fazer o que eu pedi. Quero incomodar de tanto fazer piadinha quando ele tiver mal humorado e morrer dando gargalhadas quando ele correr atrás de mim.

Quero aprender com as nossas (des)afinidades. Não quero ser uma maquininha de admirar, que acha que tudo ele gosta ou tem maravilhoso só porque está apaixonada. Não quero que ele babe por mim, que ache que estou sempre certa. Quero que ele me ensine a perceber quando estou errada, que me puxe as orelhas quando eu pisar na bola.

Se ele quiser me achar a mais linda, mais querida, mais maravilhosa de todas, sem problemas. Pra mim ele também sempre vai ser o melhor. Mesmo que acorde com o pé esquerdo, que esteja estressado, que não goste de melancia, que ria da minha bolsa rosa ou dos meus livros bobinhos. Mesmo assim. Gosto é gosto, não é? E viva as diferenças!.